Sindicatos e associações patronais -
25/11/2007, 21h17
Até ao 25 de Abril de 1974, os sindicatos eram tutelados pelo governo. Após essa data, criaram-se novos sindicatos, o direito à greve foi regulamentado e imposta a unicidade sindical. No entanto, esta foi revogada em Setembro de 1976, por ser considerada inconstitucional. Em 1977, Portugal ratificou a Convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre a liberdade sindical e a protecção desse mesmo direito. À Intersindical (fundada antes do 25 de Abril, de tendência comunista) juntou-se, em 1978, uma nova central sindical, a UGT (União Geral de Trabalhadores), de influência socialista e social-democrata.
Ao mesmo tempo que os trabalhadores se organizaram em torno dos sindicatos, o patronato fê-lo à volta das confederações: a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), associação dos patrões da indústria; a Confederação da Agricultura Portuguesa (CAP) e a Confederação do Comércio Português (CCP), todas fundadas depois de 1974. Depois de, nos primeiros anos a seguir à revolução, o mundo do trabalho se caracterizar por grande agitação (greves, ocupações de fábricas, saneamentos, etc.), em 1984 foi criado o Conselho Permanente de Concertação Social, que procura estabelecer as regras entre trabalho e capital.