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Le virtuel m'habite...
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O movimento dos capitães -
25/11/2007, 21h02
Após 13 anos de confrontos, a guerra colonial tornara-se um beco sem saída. Mas o esforço de guerra continuava, sendo sucessivas as mobilizações de oficiais do Quadro Permanente. O primeiro protesto colectivo dirige-se ao «Congresso dos Combatentes de Ultramar» que se realizou no Porto entre 1 e 3 de Junho de 1973, e foi animado sobretudo por ex-oficiais milicianos.
Quando, em 13 de Julho é publicado o decreto-lei n.º 353/73 que abre o acesso ao Quadro Permanente a oficiais milicianos do Quadro Complementar, desde que frequentassem a Academia Militar durante um ano lectivo e fizessem um estágio de 6 meses na respectiva arma ou serviço, a reacção negativa dos oficiais do Quadro Permanente foi imediata. A situação mereceu por parte dos lesados uma atenção especial, pelo que alguns se reuniram, em Bissau, em Agosto de 1973, para discutir esta medida.
Em Setembro de 1973, mais de 100 oficiais das Forças Armadas reuniram-se em Évora, após o que decidiram enviar uma carta de protesto ao Presidente da República e a Marcello Caetano, assinada por dezenas de camaradas de armas, reclamando a suspensão do decreto.
Mas, mesmo suspenso o decreto, os capitães continuaram a reunir-se. Em Novembro desse ano, em S. João do Estoril, ouviu-se pela primeira vez falar do derrube do regime português pela força. De uma contestação de carácter profissional passara-se a uma fase de carácter nitidamente político, propondo-se abertamente: «o derrube pela força do governo marcelista, através de um golpe militar e o fim da ignominiosa guerra colonial contra os povos africanos».
Em Dezembro de 1973, reunidos em Óbidos, os capitães passaram a designar o seu movimento por MOFA (Movimento dos Oficiais das Forças Armadas). Elegeram uma Comissão Coordenadora de 19 membros, composta por Vasco Lourenço, Salgueiro Maia e Otelo Saraiva de Carvalho, entre outros, e que tinha, por encargo, preparar a acção militar e elaborar um programa político. O programa é apresentado numa reunião em Cascais, a 5 de Março de 1974, e está na origem do programa do Movimento das Forças Armadas.
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