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Le virtuel m'habite...
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O Movimento das Forças Armadas -
25/11/2007, 21h02
Em 5 de Março de 1974, reunidos em Cascais, os oficiais do Movimento dos Oficiais das Forças Armadas (MOFA) aprovaram um documento intitulado «O Movimento, as Forças Armadas e a Nação», onde era proposta uma solução política para a guerra. Era o culminar da conscien-cialização do Movimento dos Capitães que, duma reivindicação corporativa (até Setembro de 1973), passa a uma acção que tem em vista o derrube do regime.
A esta politização não foram estranhos os acontecimentos em Moçambique, ocorridos em Janeiro de 1974, quando um grupo de colonos brancos se manifestou contra o exército português, acusando-o de ser incapaz de controlar o avanço da guerrilha levada a cabo pela FRELIMO. Perante a hipótese de as Forças Armadas serem apresentadas à nação, pelo governo de Marcello Caetano, como bode expiatório para a incapacidade de resolução do conflito, os oficiais defenderam uma solução política, e não militar, para a guerra colonial. Os oficiais não tinham ainda esquecido o caso da Índia, quando as Forças Armadas foram responsabilizadas pelos acontecimentos de 1961.
De Fevereiro a Abril de 1974, o MOFA preparou a operação militar «Fim - Regime» que teve um extraordinário êxito em 25 de Abril de 1974. E é após o êxito da operação que o Movimento dos Capitães passa a Movimento das Forças Armadas (MFA), destinado a assumir o poder político no período de transição necessário à preparação de eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Mas antes do sucesso conseguido em 25 de Abril houve uma primeira tentativa, gorada, de golpe militar.
A 14 de Março de 1974, face à contestação da política ultramarina governamental, um grupo de oficiais generais, dos três ramos das Forças Armadas, participou, em S. Bento, numa cerimónia de apoio a Marcello Caetano (a chamada «brigada do reumático»). Os grandes ausentes foram o chefe e o vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, generais Costa Gomes e António de Spínola, respectivamente. Nesse mesmo dia, o chefe do governo demitia ambos dos seus cargos. A demissão de Spínola e Costa Gomes provocou indignação em muitos oficiais que, em 16 de Março de 1974, fizeram a primeira tentativa de derrube do regime. Do Regimento de Infantaria das Caldas da Rainha saiu uma coluna que foi rapidamente neutralizada pelas forças governamentais. Apesar do insucesso, este foi o balão de ensaio para o golpe que se avizinhava.
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