O Estado e as empresas privadas -
25/11/2007, 21h00
Com o 25 de Abril, uma onda de greves percorreu o país de norte a sul. Foram, as mais das vezes, exigências de carácter salarial que estiveram na origem dessas movimentações. A conjuntura interna e externa agravou a situação das empresas e levou muitos donos a abandoná-las ou os trabalhadores, a coberto de argumentos como a sabotagem económica ou colaboração com o regime deposto, a expulsarem os patrões. O Estado teve de intervir nessas empresas, publicando legislação que regulava a sua intervenção, de modo a permitir que as empresas não fechassem e continuassem em funcionamento.
Os resultados não foram brilhantes. A maior parte das comissões administrativas que os governos nomearam não atingiu os objectivos pretendidos. Quando foram devolvidas aos legítimos proprietários, algumas empresas estavam em pior situação do que quando haviam sido intervencionadas. A maior parte das intervenções deu-se em 1975. Em 1976, o número de empresas intervencionadas foi notoriamente menor e, no ano seguinte, o processo havia terminado.