Uma característica da população portuguesa actual é o seu acentuado envelhecimento, fenómeno que não é só português, mas europeu. Em termos numéricos, a situação é a seguinte: em 1960, a população com 65 ou mais anos representava 8% da população; em 1991, esse valor tinha subido para 13,4%. Mas o aumento do topo da pirâmide de idades não teve correspondência na base da mesma, que, pelo contrário, diminuiu, isto é, desceu muito significativamente o número de crianças entre os 0 e os 14 anos.
Esta situação explica-se pela conjugação de dois factores: a diminuição da natalidade e o aumento da esperança média de vida. Melhores condições médico-sanitárias, em particular, e a melhoria das condições socioeconómicas, em geral, elevaram a esperança de vida dos portugueses de modo significativo. Contudo, há diferenças acentuadas quanto ao envelhecimento geral da população: o Porto e o Norte litoral são mais jovens e menos idosos que o resto do país. No pólo oposto, o caso mais paradigmático será o caso alentejano, onde o número de idosos suplanta o das camadas mais jovens.