Com o fim do regime iniciou-se um período de grande competitividade desportiva tanto a nível nacional como internacional. É o período de ouro do futebol e a explosão do atletismo em Portugal, com o declínio natural do hóquei em patins, modalidade muito acarinhada pelo Estado Novo.
No futebol é a época de ouro do F. C. Porto com 13 Campeonatos conquistados, mais três do que o Benfica e mais 11 do que o Sporting. Além disso, na época 1998/99, bateu o recorde de maior números de títulos consecutivos - pertencia ao Sporting com quatro - celebrando o penta (5 vitórias).
Portugal tem também um grande feito no futebol júnior. Primeiro em Riade, depois em Lisboa, sagra-se campeão do mundo. O treinador era o professor Carlos Queirós. Em 1999, ganha a organização do Campeonato da Europa de 2004, que marca a entrada de Portugal na organização de grandes competições. Simultaneamente consegue o segundo apuramento consecutivo para o Europeu, feito inédito da selecção portuguesa, que após 1966 só conseguira o apuramento para o Euro-84 e para o Mundial de 1986.
O atletismo ganha grande força em Portugal após o 25 de Abril de 1974. Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernando Mamede, Manuela Machado e Fernanda Ribeiro são algumas das figuras que trazem para Portugal medalhas e reconhecimento em campeonatos internacionais. Carlos Lopes conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976), na prova de 10 000 metros, e sagrou-se campeão mundial de corta-mato, em 1976, 84 e 85. No entanto, o seu melhor resultado foi a medalha de ouro conquistada na maratona olímpica de Los Angeles, em 1984. Rosa Mota sagrou-se campeã da Europa da maratona, em Atenas (1982), Estugarda (1986), Split (1990) e do mundo, em Roma, (1987). Conquistou ainda a medalha de bronze nas Olimpíadas de Los Angeles (1984) e a de ouro nas de Seul (1988). De registo são ainda o recorde do mundo de Fernando Mamede nos 10 000 metros, a medalha de bronze de António Leitão nos 5000 metros olímpicos (1984) e os títulos mundiais de Manuela Machado na maratona (1994 e 1995) e de Fernanda Ribeiro nos 5000 e 10 000 metros (campeã europeia, mundial e olímpica - medalha de ouro em Atlanta, 1996).
No hóquei em patins, o título mundial regressou à posse dos portugueses em 1982, após uma travessia no deserto de sete anos. No andebol, aparece, no final do século, um domínio avassalador do ABC - quebrado pelo F. C. Porto em 1998/99 - depois de logo após o 25 de Abril o Sporting ter estado imparável a nível nacional. O clube de Braga cometeu ainda a proeza de se sagrar vice-campeão europeu de clubes em 1996.
Na natação, Alexandre Yokochi sagra-se vice-campeão da Europa na variante de 200 metros bruços (1985), em Sófia. No motociclismo, Alex Vieira conquista três títulos mundiais consecutivos de resistência. Por sua vez, José Pina leva a sua hegemonia nos pesos-pluma de kick

até ao pentacampeonato mundial (1990, 1991, 1992, 1993 e 1994). Na vela, Hugo Rocha e Nuno Barreto asseguram a medalha de bronze na classe 470, nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996).