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O cinema e o teatro após o 25 de Abril -
25/11/2007, 20h56
Como noutras actividades artísticas, também nos anos 1974 e especialmente 1975 há um boom no cinema português: mais seis milhões de idas ao cinema, mais 23 salas, mais sessões, mais 80 estreias, muito menos filmes americanos, (como refere Eduarda Dionísio). A procura dirige-se mais aos filmes anteriormente proibidos pela censura (sexo, violência, ideologia) do que à produção nacional que se restringe a reportagens e algumas longas-metragens, que não chegam a passar nos circuitos comerciais.
No entanto são de destacar realizadores como, Manoel de Oliveira que, nos anos 80, se consagrou a nível internacional (Francisca, 1981; Le Soulier de Satin, 1985); enquanto isso, assistiu-se ao regresso de cineastas do dito cinema novo, foi o caso dos trabalhos de Fonseca e Costa (Kilas, o Mau da Fita, 1981), António-Pedro Vasconcelos (O Lugar do Morto, 1984, - o maior êxito de bilheteira do cinema português produzido entre a década de 50 e os anos 80), Paulo Rocha (A Ilha dos Amores, 1982), e à estreia da nova geração, representada por João Botelho (Conversa Acabada, 1981), João Mário Grilo (O Processo do Rei, 1989), e Pedro Costa (O Sangue, 1989).
Mas foi nos anos 90 que surgiram os primeiros prémios internacionais para o cinema português, entre os quais o Leão de Ouro do Festival de Veneza para João César Monteiro com Recordações da Casa Amarela (1990) e para Manoel de Oliveira, pela globalidade da sua obra (1998). A presença de filmes portugueses na selecção oficial dos certames internacionais tornou-se, desde então habitual. Alguns actores portugueses foram entretanto reconhecidos internacionalmente - foi o caso de Joaquim de Almeida e Maria de Medeiros.
Consequentemente, o público português deslocou alguma atenção para as produções nacionais. Por outro lado, também as recentes leis europeias que promovem a protecção do cinema europeu têm motivado produtores e realizadores a investir na indústria cinematográfica, donde se destacam, Manoel de Oliveira, Joaquim Leitão, Ana Luísa Guimarães, Teresa Villaverde, João César Monteiro e Joaquim Sapinho.
O teatro também teve a sua hora de glória em 1975, com 800 000 espectadores no teatro musicado. A partir da concessão de subsídios vários grupos de teatro independente vão nascer e crescer: Cornucópia, Comuna, Bando, Barraca e Teatro Aberto.
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