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Le virtuel m'habite...
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O 28 de Setembro de 1974 -
25/11/2007, 20h55
O 28 de Setembro foi o culminar dum processo que teve como protagonistas Spínola e as suas teses, por um lado, e as forças político-militares que se lhe opunham, por outro. Questões como a descolonização, e a exigência de mais poderes, foram teses não aceites pela Comissão Coordenadora do MFA. Spínola apelou então para a «maioria silenciosa» da população, que, na sua opinião, ainda não tinha despertado. Essa «maioria silenciosa» manifestar-se-ia em Lisboa, a 28 de Setembro. Mas justificando-se com o receio que a manifestação evoluísse para a violência armada, na noite de 27 para 28 de Setembro, o PCP e o MDP/CDE, apoiados por militares, barricaram as entradas da cidade, impedindo o acesso à capital. Na manhã de 28 de Setembro, em comunicado ao país, Spínola considerou inconveniente a realização da manifestação, que acabou por ser proibida pelo MFA. Na sequência do ocorrido a 28 de Setembro, Spínola tentou o reforço dos poderes da Junta de Salvação Nacional e a instauração do estado de sítio, o que não conseguiu. Em contraposição, a Comissão Coordenadora do MFA impôs-lhe a demissão dos três oficiais mais conservadores da Junta, a saber: (Silvério Marques, Diogo Neto e Galvão de Melo). Reconhecendo a derrota sistemática das suas teses e a reduzida margem de manobra, a 30 de Setembro de 1974, Spínola renunciou ao cargo de Presidente da República, sendo imediatamente substituído pelo general Costa Gomes. Para tentar a união nacional em torno da revolução, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves, propôs ao povo português a oferta de um dia de trabalho, para ajudar a comemorar a «vitória sobre a reacção».
O 28 de Setembro representa o fim do primeiro ciclo revolucionário, caracterizado pelo afastamento da área do poder dos oficiais próximos do general Spínola, bem como da neutralização da direita civil, com muitos dos seus elementos presos, ou em fuga para o estrangeiro. Spínola num discurso dramático, a 30 de Setembro quando da sua renúncia, alerta o povo para a ameaça de um novo totalitarismo.
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