Habitação e níveis de conforto -
25/11/2007, 20h51
No sector da habitação, após o 25 de Abril, há a assinalar o número crescente de pessoas proprietárias da sua própria casa. Calcula-se que, em 1960, só 45% das famílias eram donas do seu alojamento. Em 1991, esse número tinha subido para 65%. Regista-se também o aumento de número de fogos construídos. O número de fogos construídos por particulares mantém-se constante, enquanto o número de construções a cargo de empresas aumentou, empresas essas que posteriormente colocam as habitações no mercado. Não obstante o enorme esforço de construção, quer de entidades oficiais, quer de particulares, o défice habitacional mantém-se.
Quanto aos níveis de conforto, a mudança foi profunda. Se tivermos em conta os indicadores de 1970, podemos ver o caminho percorrido: em 1992, 98,7% das casas estavam ligadas à rede pública de electricidade e 95,7% à rede pública de abastecimento de água. Em 1970, estes valores eram de 64,2% e 47,7%, respectivamente. Quanto ao telefone, também é nítida a sua divulgação. Em 1973 existiam, em média, 8 telefones para 100 habitantes. Em 1992, essa média tinha subido para 30,7.