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As primeiras eleições democráticas -
25/11/2007, 20h46
Conforme promessa do MFA, as primeiras eleições realizaram-se um ano depois da revolução de revolução de 25 de Abril de 1974. Assim, em 25 de Abril de 1975, os portugueses foram chamados a eleger livremente uma assembleia com poderes constituintes, com o objectivo de elaborar uma nova Constituição, que substituísse a de 1933 e criasse os mecanismos legais e democráticos que regulariam a vida portuguesa.
A resposta foi extraordinária, e 91,2% dos cidadãos inscritos apresentaram-se para votar e o PS foi o partido mais votado, com 37,9%, o PPD com 26,4%, o PCP com 12,5%, o CDS com 7,6%, o MDP/CDE com 4,5%. O novo recenseamento eleitoral abrangeu mais de seis milhões de eleitores (quando durante o Estado Novo o número mais alto foi de um milhão e oitocentos mil, em 1973) o que constituiu um êxito para o estabelecimento da democracia representativa.
A 9 de Julho de 1975, a Assembleia Constituinte, iniciava os trabalhos, sendo então Henrique de Barros, eleito seu presidente. A 2 de Abril do ano seguinte, encerraram-se os trabalhos e a nova Constituição, foi aprovada com os votos favoráveis de todos os partidos, (PS, PPD, PCP, MDP/CDE e UDP) à excepção do CDS.
A 25 de Abril de 1976, os portugueses foram novamente chamados a votar, para a eleição da Assembleia da República. E o PS foi novamente o partido mais votado, logo seguido do PPD, CDS, PCP e da UDP. Estas eleições consolidaram a existência de quatro grandes forças políticas em Portugal.
Vasco da Gama Fernandes foi eleito presidente da Assembleia da República. Esta assembleia deveria cumprir toda a legislatura (4 anos). No entanto, houve necessidade de recorrer a eleições intercalares, que ocorreram em Dezembro de 1979.
No quadro de normalização da vida política, após as eleições para a Assembleia da República, novamente os portugueses foram chamados a votar. Às primeiras eleições presidenciais, ocorridas a 27 de Junho de 1976, concorreram quatro candidatos: Ramalho Eanes, um dos militares com papel preponderante na vitória do 25 de Novembro; Otelo Saraiva de Carvalho, estratega do 25 de Abril e ex-comandante do COPCON; Pinheiro de Azevedo, ex-membro da Junta de Salvação Nacional e primeiro-ministro do VI Governo Provisório, e Octávio Pato, membro do Comité Central do PCP.
Com o apuramento dos resultados, Ramalho Eanes, surgia à frente com 61,5% dos votos, sendo eleito logo à primeira volta, logo seguido de Otelo com 16,5%, Pinheiro de Azevedo com 14,4% e Octávio Pato com 7,4%.
Com a eleição da primeira Assembleia da República e do Presidente da República fechava-se um ciclo, mais ou menos conturbado, do período revolucionário ao mesmo tempo que se consolidava o sistema representativo de base parlamentar.
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