Em 1960, as mulheres representavam apenas 18,2% da população activa. Em 1992, este valor subiu para 44,2%, e alguns estudos apontam para que se tornem maioritárias nos anos mais próximos. Esta alteração ainda é mais significativa se tivermos em conta que, no sector terciário, passaram de 9,7% em 1960 para 27,7% em 1992, ultrapassando o número de homens nele empregues.
A estas alterações não serão estranhas as mudanças nas mentalidades, os novos papéis assumidos pelas mulheres, as necessidades criadas durante os períodos de emigração dos homens, a maior abertura ao exterior, o número crescente de mulheres na universidade onde, aliás, são maioritárias, e o declínio da taxa de natalidade, entre outros factores.