A repartição espacial da população -
25/11/2007, 20h43
A população portuguesa não tem uma repartição homogénea no todo nacional. Há regiões que apresentam grande densidade populacional, enquanto outras tendem para a desertificação. A estas movimentações não são estranhas questões relacionadas com os fenómenos migratórios e as actividades económicas. Em 1991, 80% da população portuguesa estava concentrada na faixa litoral que se expande do Minho ao Algarve, com um hiato na costa alentejana. Somente 15% estava situada na faixa interior entre Bragança e Beja e os restantes 5%, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. As regiões do Porto e Lisboa com o vale do Tejo foram as que mais população ganharam, por se terem tornado destinos preferenciais dos fluxos migratórios quer internos, quer externos. Em contraste com o crescimento demográfico da faixa litoral, as regiões do Norte e Centro interior e o Alentejo têm vindo sistematicamente a perder população. O país teve, no seu conjunto, um acréscimo populacional, e todas as regiões do Continente cresceram, à excepção do Alentejo e do Norte e Centro interiores, que foram as únicas que perderam população.