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A modernização do país (1986-1995) -
25/11/2007, 20h40
O período que se segue à adesão de Portugal à Comunidade Europeia revela-se como de conjuntura favorável ao crescimento económico e à melhoria das condições sociais, o que permite uma retoma da actividade económica intensa, o aumento dos salários, a redução do desemprego e o aumento dos benefícios sociais.
Assim, depois do equilíbrio das finanças, do controlo da inflação e do incremento em outros vectores económicos, a década de 1986 a 1995 caracterizou-se pelo esforço da modernização, que tendeu para a recuperação do país de anos de atraso económico e para a aproximação aos padrões europeus.
Os financiamentos comunitários foram aplicados na criação de infraestruturas, quer no campo dos transportes e comunicações, quer na modernização das empresas, de forma a torná-las competitivas no quadro de uma economia aberta. Simultaneamente, houve necessidade de actualizar as infraestruturas velhas e arcaicas, responsáveis pelos fracos índices de produtividade, e pela carestia de serviços - por exemplo, dos portos marítimos, que afastaram Portugal das rotas da marinha mercante mundial. Em Abril de 1990, é votada a lei das privatizações e em 1 de Julho começa o efectivo financiamento da livre circulação de capitais, dentro da Comunidade Europeia.
Assiste-se a um período de grandes programas de investimento para possibilitar o aproveitamento máximo dos financiamentos comunitários, com os governos de Cavaco Silva e do ministro Ferreira do Amaral. As ajudas financeiras proporcionadas pela integração de Portugal na Europa aceleraram o ritmo de construção de estradas, auto-estradas, itinerários principais (IP), itinerários complementares (IC) e pontes. Quanto à rede ferroviária, e apesar da diminuição da sua exploração, o que penalizou essencialmente as regiões do interior norte do país, a rede em exploração sofreu melhorias significativas: electrificação e renovação das vias, introdução de carruagens mais confortáveis e rápidas, construção de novos e modernos terminais, de modo a facilitar as viagens e a torná-las menos demoradas.
Não menos importantes do que as redes viária e ferroviária foram as melhorias introduzidas nos portos e aeroportos nacionais. Docas e sistemas de conservação do peixe foram alguns dos sectores a também registar melhorias significativas. Simultaneamente, não foram esquecidos os aeródromos regionais, permitindo a ligação aérea entre as diferentes regiões do país.
Numa outra vertente, foram recuperados ou lançados novos projectos. Neste último caso, enquadra-se a EXPO'98, que proporcionou a renovação de toda a zona oriental de Lisboa, revitalizando e recuperando a zona ribeirinha que, depois de anos de ocupação por indústrias poluentes e contentores, foi devolvida aos cidadãos.
Ao lado deste projecto recente, recuperou outro já antigo, o da construção da barragem de Alqueva, no Alentejo, com o qual se pretendeu combater a desertificação do interior alentejano, pela criação de culturas de regadio, que fixassem as populações e tornassem a paisagem demográfica das aldeias alentejanas, menos dramática.
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