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A evolução nas artes plásticas -
25/11/2007, 20h37
A década de 60 ficou marcada pela introdução de novos valores estéticos, a pop e a opart, a que nos anos 70 se aliou uma nova plataforma conceptual, com a revolução do 25 de Abril de 1974 a marcar um novo tipo de participação de artistas, em intervenções colectivas e de rua.
Ao longo destas décadas, muitos foram os artistas a trabalhar, numa perspectiva de consolidação ou de experimentação de novas opções. Mencionem-se neste campo, Costa Pinheiro, Eduardo Luís, Jorge Pinheiro, António Sena, René Bertholo, João Vieira, António Charrua, João Hogan, Lourdes de Castro, Eduardo Nery e António Areal, entre outros. Na escultura, o destaque vai para Jorge Vieira e João Cutileiro, cujas obras são parte integrante do universo citadino, comparticipado por autarquias e governo.
O incremento do mercado da arte nos anos 80 favoreceu a comercialização de obras e a divulgação e presença de artistas plásticos portugueses, em galerias e feiras e eventos internacionais. Em Vila Nova de Cerveira, a I Bienal é de 1979.
Afastada a dicotomia categorial da abstracção/figuração, a década de 80 permitiu o trabalho paralelo de numerosos artistas. Os jovens valores em contiguidade com os de gerações anteriores, constituíram um volumoso grupo, orientado pelos mais diversos referentes e tendências programáticas. Assim, da abordagem irónica da história da pintura passando pela poética literária, citação surrealista e pela recuperação de alguns meios da arte conceptual, todos contribuíram para a difusão de uma arte que se diz, contemporânea. Marcaram presença nesta década, entre outros, artistas como Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Eduardo Batarda, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Pedro Proença, Ana Vidigal, Leonel Moura, Fernando Calhau, António Cerveira Pinto (pintura) ou Artur Rosa, Alberto Carneiro, Zulmiro de Carvalho, Clara Meneres, José Pedro Croft, Manuel Rosa, Rui Sanches e Rui Chafes (escultura).
Na arquitectura, merece especial destaque, Siza Vieira, com uma obra nacional e internacional e de grande envergadura, e outros nomes da Escola do Porto, como Carlos Ramos, Alcino Soutinho e Souto Moura. Os anos 90 mostraram a «agressividade e contemporaneidade» da arquitectura, em projectos como o Pavilhão de Portugal na Expo'92, em Sevilha, a construção do Centro Cultural de Belém e a Expo'98, na zona oriental de Lisboa.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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