O Plano de Desenvolvimento Regional aprovado para o período de 1994 a 1999, que aposta na União Europeia e na coesão económica e social, aponta para três opções estratégicas: preparar Portugal para o novo contexto europeu, para a competição de uma economia global e para uma vida de mais qualidade. Para atingir esses objectivos será necessário: qualificar os recursos humanos e o emprego; reforçar os factores de competitividade, promover a qualidade de vida e coesão social. Mas a continuação de grandes vulnerabilidades na economia e sociedade portuguesa, especialmente nos domínios da agricultura e das pescas tem gerado certos problemas.
A agricultura portuguesa, ocupando um número excessivo de trabalhadores, era das menos produtivas da Comunidade. Por isso, o tratado de adesão estabeleceu esquemas de ajuda, prevendo inicialmente o alargamento dos períodos de transição, de modo a que a agricultura se adaptasse à nova realidade. Só em 1988, Portugal recebeu 150,5 milhões de contos de auxílio ao investimento no sector. Mas o efeito negativo da Política Agrícola Comum (PAC), com políticas comunitárias desajustadas tem criado nos agricultores portugueses muita decepção e até exacerbado alguma reacção nacional à integração europeia.
A evolução do sector das pescas foi profundamente negativa. A isso não será estranha a diminuição dos recursos piscatórios na zona exclusiva nacional, a política de pescas da CE e a proibição de pesca em zonas tradicionalmente visitadas pela frota pesqueira portuguesa (Terra Nova, por exemplo).
Para aumentar a produtividade e diminuir a taxa de desemprego, foram feitos grandes investimentos industriais, nomeadamente de capital estrangeiro, em sectores chaves da economia portuguesa. Um bom exemplo disso é o empreendimento da Ford-Volkswagen (AutoEuropa), em Palmela, decidido em 1991.