Fundada em 5 de Julho de 1979, a AD (coligação do PSD, CDS e PPM) apresentou-se às eleições intercalares desse ano e obteve a maioria dos votos. Sá Carneiro, então seu líder, foi convidado a formar governo que esteve em funções de 3 de Janeiro de 1980 a 9 de Janeiro de 1981. O governo pôs em prática uma política económica expansionista que incentivou o poder de compra e reduziu a carga fiscal. Simultaneamente, estimulou o investimento privado. A AD, que se apresentava ao eleitorado como alternativa à instabilidade, com um projecto de mudança baseado na prosperidade económica e na eficácia governativa, voltou a ganhar as eleições legislativas realizadas a 5 de Outubro de 1980. O projecto da AD era ter uma maioria na Assembleia e um Presidente da República da sua área. Para tal, apresentou um candidato próprio às eleições presidenciais, que se realizaram em 7 de Dezembro de 1980 (general Soares Carneiro). Três dias antes dessas eleições, Sá Carneiro e os demais acompanhantes morreram num acidente aéreo. A morte do primeiro-ministro significou o desaparecimento de um líder carismático, pólo aglutinador das forças que constituíam a AD. Nunca mais esta seria o que fora. Na sequência da morte de Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão assumiu a chefia do VII Governo Constitucional. Este teve uma duração efémera, de 9 de Janeiro a 4 de Setembro de 1981. Dificilmente o novo primeiro-ministro poderia congregar a unanimidade no seio da AD. Confrontado com sucessivos problemas de guerrilha política, demitiu-se ao fim de oito meses. O VIII Governo Constitucional esteve em funções entre 4 de Setembro de 1981 e 9 de Junho de 1983. Inicialmente chefiado por Pinto Balsemão, este foi substituído por Vítor Crespo nos últimos meses. Dado o clima de instabilidade dentro da coligação que apoiava o governo, o presidente da República optou pela dissolução do Parlamento e convocou eleições legislativas antecipadas para o dia 25 de Abril de 1983.